E a nossa Seleção Brasileira venceu mais uma etapa nas Eliminatórias da Copa, mesmo não jogando bem contra o Paraguai. Nossa “Seleção Canarinho” sobra na América Latina e repito, mesmo com onze Obinas em campo não vamos perder uma das cinco vagas nunca, digo cinco vagas, ou seja, impossível de ficar fora de uma Copa do Mundo. Venham que o temido Uruguai caiu de produção. O mesmo aconteceu com o Paraguai, correu... correu.. e foi perdendo a passada no decorrer da competição. Nem vou comentar sobre a Argentina de Don Dieguito Maradona. Sua escolha foi uma cópia do que a CBF fez com o Dunga. A AFA – Asociación del Fútbol Argentino, apostou suas fichas no ex-jogador mais famoso do seu país, mas Don “Dieguito” não consegue decolar. Vamos promover um troca-troca, mandamos o Dunga e “los hermanos” nos enviam o Maradona. Quem você acha que vai ser mais vitorioso?
Larosa, essa é barbada, com os jogadores que nós temos aqui e no exterior, o Maradona será capaz de brilhar com a seleção verde e amarela.
Calma, torcedor. Vamos analisar. O Dunga não possuía experiência como técnico em clubes nacionais. O Maradona também não. O Dunga tem mais tempo de comando. Já o Maradona entrou tem pouco tempo e já com a responsabilidade de classificar a Argentina e ainda vencer a competição. Você lembra do começo da carreira do nosso Dunga? Também não foi lá essas coisas e aos poucos foi ganhando corpo, experiência, criticas e o amadurecimento parece estar bem próximo. O que falta ao Dunga?
Vencer uma Copa do Mundo, Larosa.
Perfeito, caro torcedor. Acredito se a federação Argentina tiver paciência com o Maradona ele também poderá chegar em uma final de Copa, e é claro, perder para o Brasil. Tempo é um santo remédio, mas o problema é a pressão dos fanáticos torcedores portenhos. Talento e conhecimento Maradona têm de sobra. Vejam o exemplo do Zico. Aos pouco foi aprendendo, vencendo e hoje é considerado um técnico de grande futuro na Seleção Brasileira. Não acredita! Leia sobre o retrospecto do Galo, depois me escreve.
Lembre-se, caro leitor, o tempo é um santo remédio.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Acostume-se e curta
Outro dia ouvi de um torcedor, que acompanha futebol há pelo menos 60 anos, que a Seleção Brasileira não empolga mais como no passado. Os jogos não são tão atraentes e a culpa era do Dunga, que não convoca jogadores que empolgam. Vamos entender essa postura do torcedor? Hoje quem são os Garrinchas, Peles, Gérsons, Zicos, Ronaldos, Romários... e só, pois somente o Kaká poderia fazer parte desse seleto grupo de jogadores fora de série. Vamos lá! Quem? Ou melhor, que jogadores o técnico Dunga deveria convocar para empolgar a torcida, e por conseqüência, garantir um futebol espetáculo? Caro torcedor, ontem o grande nome do jogo foi o goleiro Júlio César, com defesas espetaculares. Depois.... depois... o Kaká, mais pelo nome do que pelo futebol que apresentou. Depois...depois... o Robinho, também pelo nome do que pelo futebol que apresentou. Depois... depois....
Chega, Larosa! Já entendi. Ta feia a coisa, eu sei. Para nos empolgar em uma convocação só se o Dunga chamar o Romário, o Ronaldo Fenômeno e se o Zico aceitar voltar a jogar. Já sei o que você vai escrever, o Dunga é o menos culpado pela falta de empolgação. Eu mesmo, só vi o segundo tempo, pois estava em um churrasco, e cá entre nós, não trocaria a nossa pelada regada a suco de cevada e picanha douradinha na brasa por nada, ou melhor, só pelo Flamengo. A Tv estava ligada e grande parte da galera estava a beira do gramado esperando para entrar. Quando todos não agüentavam mais tentar se manter em campo, paramos para beber e ai sim , ver o jogo entre Uruguai e Brasil.
Você tem razão torcedor. A culpa não é do Dunga. Hoje não existe mais o jogador fora de série. No time do Flamengo de 1980, Kaká e Robinho seriam banco. Em 1970, não seriam nem convocados pelo João Saldanha, e muito menos, pelo Zagalo. Nossos bons jogadores são esse aí. Sem amor pela camisa de seu clube, torcedor. O elenco que vai à Copa da África é esse e mesmo não sendo brilhante, venceu com facilidade o Uruguai por 4 a 0. Mesmo que o Dunga convocasse onze Obinas, o Brasil estaria classificado para a Copa. Disputar as Eliminatórias na América do Sul é uma “baba”. E se a Seleção não estivesse entre os quatro primeiros, mesmo assim estaria na Copa, afinal a repescagem é uma “baba” ainda maior. Torcedor, não tem como perder uma vaga em Copas do Mundo, assim como não existem mais craques. Acostume-se e curta.
Chega, Larosa! Já entendi. Ta feia a coisa, eu sei. Para nos empolgar em uma convocação só se o Dunga chamar o Romário, o Ronaldo Fenômeno e se o Zico aceitar voltar a jogar. Já sei o que você vai escrever, o Dunga é o menos culpado pela falta de empolgação. Eu mesmo, só vi o segundo tempo, pois estava em um churrasco, e cá entre nós, não trocaria a nossa pelada regada a suco de cevada e picanha douradinha na brasa por nada, ou melhor, só pelo Flamengo. A Tv estava ligada e grande parte da galera estava a beira do gramado esperando para entrar. Quando todos não agüentavam mais tentar se manter em campo, paramos para beber e ai sim , ver o jogo entre Uruguai e Brasil.
Você tem razão torcedor. A culpa não é do Dunga. Hoje não existe mais o jogador fora de série. No time do Flamengo de 1980, Kaká e Robinho seriam banco. Em 1970, não seriam nem convocados pelo João Saldanha, e muito menos, pelo Zagalo. Nossos bons jogadores são esse aí. Sem amor pela camisa de seu clube, torcedor. O elenco que vai à Copa da África é esse e mesmo não sendo brilhante, venceu com facilidade o Uruguai por 4 a 0. Mesmo que o Dunga convocasse onze Obinas, o Brasil estaria classificado para a Copa. Disputar as Eliminatórias na América do Sul é uma “baba”. E se a Seleção não estivesse entre os quatro primeiros, mesmo assim estaria na Copa, afinal a repescagem é uma “baba” ainda maior. Torcedor, não tem como perder uma vaga em Copas do Mundo, assim como não existem mais craques. Acostume-se e curta.
sábado, 30 de maio de 2009
Paciência tem limite
Quem diria, o atacante Obina deixou a Gávea. Pelos gols que na vinha marcando seria o caminho natural, o afastamento do clube. Afinal jogadores como: Diego Tardelli (artilheiro no Atlético-MG), Souza (jogando bem no Corinthians), Marcinho (artilheiro do time em 2007), Vandinho (marcando gols no Sport) entre outros menos cotados, foram negociados pois a diretoria do Flamengo entendeu que não estavam rendendo o que se esperava deles. Essa mesma diretoria quer se desfazer de Josiel, artilheiro da equipe na temporada com 13 gols – onze no Carioca e dois no Brasileiro. No caso do Marcinho, a necessidade financeira falou mais alto. Será que o povo da Gávea não gosta de quem faz gols?
As torcidas de clubes de massa, como o Flamengo, cultuam seus grandes craques, o mais recente foi Zico. Depois, em menor escala, Bebeto, Sávio, Edmundo, Petkovic e Romário ocuparam a preferência da galera no quesito homem gol. Acredito que com a escassez de jogadores “fora de série” a torcida elegeu o valoroso Obina como uma espécie jogador que decide no memento de aflição. Na minha opinião, nem bom jogador ele é. Então essa idolatria - usualmente definida como a prática de adoração a ídolos, valores e ideias em oposição à adoração a um Deus ou personalidade social – não passa de folclore criado pelos torcedores. Folclore é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através de suas criações, coletivas ou individuais. Esse termo se encaixa melhor para posicionarmos a relação entre a torcida e o jogador.
Artilheiro vem, artilheiro vai e o nosso Obina estava lá, prestigiado, uma espécie de amuleto da sorte, o xodó da torcida rubro-negra. Ouvi pelas ruas perguntas sobre o fato: O que aconteceu com o Obina? O encanto com a torcida acabou? A idolatria findou-se? Os gols que marcou foram em uma excelente fase e agora a realidade se estabeleceu? Ou alguém no Flamengo acredita que o jogador pode se transformar em um novo Adriano fora do clube?
Calma Larosa, o Renato Augusto, o Jean e tantos outros foram decisivos em campeonatos para o Flamengo e nem assim receberam a idolatria dos torcedores. Igual ao Obina já passaram pela Gávea, Reinaldo (hoje no Botafogo), Liédson, o próprio Adriano, o Souza e quem se lembra do Negreiros? Todos saíram do Fla pela porta dos fundos. Obina dividiu a opinião dos torcedores no momento do seu empréstimo ao Palmeiras.
É a mais pura verdade, caro torcedor. O folclórico Obina vai continuar vivo na memória dos rubro-negros, como o Fio Maravilha, mas caro torcedor, paciência tem limite. Boa sorte, Obina e obrigado pelos gritos de campeão.
As torcidas de clubes de massa, como o Flamengo, cultuam seus grandes craques, o mais recente foi Zico. Depois, em menor escala, Bebeto, Sávio, Edmundo, Petkovic e Romário ocuparam a preferência da galera no quesito homem gol. Acredito que com a escassez de jogadores “fora de série” a torcida elegeu o valoroso Obina como uma espécie jogador que decide no memento de aflição. Na minha opinião, nem bom jogador ele é. Então essa idolatria - usualmente definida como a prática de adoração a ídolos, valores e ideias em oposição à adoração a um Deus ou personalidade social – não passa de folclore criado pelos torcedores. Folclore é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através de suas criações, coletivas ou individuais. Esse termo se encaixa melhor para posicionarmos a relação entre a torcida e o jogador.
Artilheiro vem, artilheiro vai e o nosso Obina estava lá, prestigiado, uma espécie de amuleto da sorte, o xodó da torcida rubro-negra. Ouvi pelas ruas perguntas sobre o fato: O que aconteceu com o Obina? O encanto com a torcida acabou? A idolatria findou-se? Os gols que marcou foram em uma excelente fase e agora a realidade se estabeleceu? Ou alguém no Flamengo acredita que o jogador pode se transformar em um novo Adriano fora do clube?
Calma Larosa, o Renato Augusto, o Jean e tantos outros foram decisivos em campeonatos para o Flamengo e nem assim receberam a idolatria dos torcedores. Igual ao Obina já passaram pela Gávea, Reinaldo (hoje no Botafogo), Liédson, o próprio Adriano, o Souza e quem se lembra do Negreiros? Todos saíram do Fla pela porta dos fundos. Obina dividiu a opinião dos torcedores no momento do seu empréstimo ao Palmeiras.
É a mais pura verdade, caro torcedor. O folclórico Obina vai continuar vivo na memória dos rubro-negros, como o Fio Maravilha, mas caro torcedor, paciência tem limite. Boa sorte, Obina e obrigado pelos gritos de campeão.
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