Eu tive um sonho e vou te contar, caro leitor. Sonhei que estava editando o Jornal dos Sports objetivando contemplar na capa todos os campeões de 2009 e melhor, todos cariocas. No sonho, o Macaé Esportes sagrou-se campeão da Série-D do Campeonato Brasileiro, assinando o passaporte que lhe garantirá a disputa da Série-C, em 2010. Na Série-B, o Vasco levantou a taça de campeão, marcando seu retorno à elite do futebol nacional. Um retorno com louvor. Por escrever sobre retorno à elite, o América conquistou o título da Série-B do Campeonato Carioca e voltou ao seu verdadeiro lugar junto com Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. E por final, o Flamengo conquistou, na última rodada, o Campeonato Brasileiro da Série-A, sagrando-se hexacampeão.
Sonho a parte, seria maravilhoso para o cenário esportivo do Rio de Janeiro fechar o ano de 2009 com os nossos times ganhando as principais competições. Somando-se a Copa do Mundo de 2014, com final prevista para o Maracanã, além da Olimpíada de 2016, na capital fluminense. O Flamengo foi campeão no basquete e o Rio de Janeiro, no vôlei, comandado pelo competente Bernardinho. Seria a resposta exata para aqueles que criticam o Rio de Janeiro como força esportiva.
Quem sabe o sonho não se torna realidade e o ano de 2009 possa ficar marcado na história como o ano que o Rio de Janeiro renasceu com toda a força no esporte brasileiro.
A vitória do Fluminense diante do Atlético-MG marcou a arrancada do tricolor para tentar permanecer na primeira divisão. O gigante acordou, mas nunca é tarde demais para acertar os erros. Cuca conseguiu armar o time e o Fred resolveu dar a resposta ao críticos em campo.
Que sirva de lição para os dirigentes cariocas, afinal, quem entra em campo e ganha os jogos são os jogadores. Ainda não vi um dirigente marcar o gol do título. Sei que o Branco, enquanto jogador, nos trouxe muitas alegrias. E o Roberto Dinamite, esse então, nem se comenta, mas os tempos de glórias ficaram no passado. Então deixem os jogadores e comissão técnica se acertarem em campo.
Coluna publicada no dia 1/11/09
sábado, 21 de novembro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
No ano que vem
O jogo entre Botafogo e Flamengo é extremamente importante para os cariocas observarem e se planejarem para o ano que vem. Não estou me referindo a classificação dos clubes no Campeonato Brasileiro e sim ao teste que passará o Engenhão, palco dos grandes jogos do Campeonato Carioca de 2010. Sem o Maracanã, que será fechado para reformas visando a copa de 2014, o estádio do Engenho de Dentro vai abrigar as torcidas nos grandes clássicos, então hoje, sem dúvida alguma, será a prova de fogo.
Calma aí, Larosa. No Engenhão já vimos jogar o Fluminense com o Botafogo e correu tudo bem. Verdade, caro leitor, correu sim, mas a partida não possuía o apelo de hoje. O Flamengo disputa uma das vagas no chamado G-4, e com possibilidades de chegar ao título nacional, de acordo com os demais resultados. O Botafogo está na zona do rebaixamento e quer sair de lá bem rapidinho. Lembre-se, o Santo André venceu o líder Palmeiras e chegou a 32 pontos. Para o alvinegro só a vitória interessa. Com uma cara bem dramática, para os donos da casa, o Engenhão receberá a torcida do Flamengo em peso e a do Fogão para empurrar o time para fora da zona da degola. Casa cheia logo mais. Com isso as autoridades limitaram o número de ingressos, a Supervia reforçou o número de trens, ônibus de integração com o metrô também tiveram seu trajeto modificado para atender aos torcedores, reforço nas linhas de coletivos, mas nada disso será o suficiente. Teremos problemas de estacionamento, assaltos nas ruas do entorno e do outro lado da linha férrea. São ruas escuras e mesmo em dia de jogos o policiamento se preocupa com a proximidade do Engenhão. E nas ruas afastadas que servem de estacionamento? E as pessoas que moram nos bairros do Engenho de Dentro, Todos os Santos, Piedade e Encantado que podem ir a pé?
A questão da infraestrutura e da segurança pública devem ser revistas a partir do jogo Botafogo e Flamengo. Choque de ordem nos locais de acesso ao estádio. Iluminar as ruas, patrulhar a região são importantes sim, mas também promover uma revolução arquitetônica no bairro. A degradação ocorre de Cascadura até o Meier. O comércio da região faliu, casarões, lojas e prédios comerciais abandonados. São muitos os problemas para serem resolvidos. Caso contrário, nossos dirigentes vão esperar o campeonato começar para ver o que podem fazer. Para variar, tudo fica para o ano que vem.
Calma aí, Larosa. No Engenhão já vimos jogar o Fluminense com o Botafogo e correu tudo bem. Verdade, caro leitor, correu sim, mas a partida não possuía o apelo de hoje. O Flamengo disputa uma das vagas no chamado G-4, e com possibilidades de chegar ao título nacional, de acordo com os demais resultados. O Botafogo está na zona do rebaixamento e quer sair de lá bem rapidinho. Lembre-se, o Santo André venceu o líder Palmeiras e chegou a 32 pontos. Para o alvinegro só a vitória interessa. Com uma cara bem dramática, para os donos da casa, o Engenhão receberá a torcida do Flamengo em peso e a do Fogão para empurrar o time para fora da zona da degola. Casa cheia logo mais. Com isso as autoridades limitaram o número de ingressos, a Supervia reforçou o número de trens, ônibus de integração com o metrô também tiveram seu trajeto modificado para atender aos torcedores, reforço nas linhas de coletivos, mas nada disso será o suficiente. Teremos problemas de estacionamento, assaltos nas ruas do entorno e do outro lado da linha férrea. São ruas escuras e mesmo em dia de jogos o policiamento se preocupa com a proximidade do Engenhão. E nas ruas afastadas que servem de estacionamento? E as pessoas que moram nos bairros do Engenho de Dentro, Todos os Santos, Piedade e Encantado que podem ir a pé?
A questão da infraestrutura e da segurança pública devem ser revistas a partir do jogo Botafogo e Flamengo. Choque de ordem nos locais de acesso ao estádio. Iluminar as ruas, patrulhar a região são importantes sim, mas também promover uma revolução arquitetônica no bairro. A degradação ocorre de Cascadura até o Meier. O comércio da região faliu, casarões, lojas e prédios comerciais abandonados. São muitos os problemas para serem resolvidos. Caso contrário, nossos dirigentes vão esperar o campeonato começar para ver o que podem fazer. Para variar, tudo fica para o ano que vem.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Olho nas promessas
Leio os jornais diariamente e vejo promessas e mais promessas. Prometem prender os culpados pela corrupção, os fraudadores, os traficantes....., poxa já caiu em um ponto comum. Ano que vem às promessas se intensificarão, afinal será um ano de eleições. E lá vem promessas e mais promessas! Para apimentar, ano de Copa do Mundo na África do Sul, além da preparação do Rio de Janeiro para a Copa de 2014. Não podemos esquecer que os preparativos para a Olimpíada de 2016 já foram iniciados. Ufa, quantas ações e promessas pela frente.
Políticos adoram prometer melhorias para as comunidades, empregos para você e sua família, água na sua casa, iluminação pública na sua rua se eleito for, é claro, mas com a maior das boas intenções. Todos eles tem um objetivo definido, seu voto. O grande apelo será a jornada esportiva que a cidade irá enfrentar nos próximos sete anos. Então fique atento a nova modalidade de promessas.
Acredito que falte esclarecimento, raciocínio e liberdade de expressão a população carioca, especialmente aos menos favorecidos para expor seus problemas, então como mostrar aos “candidatos” o que é melhor para cada comunidade. Muitos irão prometer construir Vilas Olímpicas, quadras, ginásios...blá, blá, blá... Sei que através do esporte essa mesma população poderá, afinal, ter o tão sonhado acesso a educação de qualidade e melhor qualidade de vida. Vamos aproveitar a onda da Copa e da Olimpíada e buscar a formação de talentos esportivos, mas desde a escola da região seja o instrumento. Na escola podemos desenvolver os núcleos de iniciação esportiva. Vamos envolver os clubes, não só os grandes do Rio, eu escrevi, todos. Os clubes sociais já possuem uma estrutura razoável para tal. Então, caro leitor, não existe a necessidade de construção de possíveis “castelos esportivos”, basta utilizar os que já existem.
Como exemplo podemos tomar o Estádio Olímpico João Avelange, o Engenhão. Escolas da região do bairro do Engenho de Dentro podem, e devem, utilizar o equipamento para suas aulas de iniciação esportiva. Os jovens atletas que se destacarem podem ser aproveitados e federados pelo Botafogo. E quem sabe, em 2016 um desses jovens não estará defendendo Brasil na olimpíada?
Não aceite falsas promessas, exija que, o que já está bem ali ao lado, na escola e nos clubes, seja utilizado a seu favor, caro leitor. Olho aberto nas promessas.
Políticos adoram prometer melhorias para as comunidades, empregos para você e sua família, água na sua casa, iluminação pública na sua rua se eleito for, é claro, mas com a maior das boas intenções. Todos eles tem um objetivo definido, seu voto. O grande apelo será a jornada esportiva que a cidade irá enfrentar nos próximos sete anos. Então fique atento a nova modalidade de promessas.
Acredito que falte esclarecimento, raciocínio e liberdade de expressão a população carioca, especialmente aos menos favorecidos para expor seus problemas, então como mostrar aos “candidatos” o que é melhor para cada comunidade. Muitos irão prometer construir Vilas Olímpicas, quadras, ginásios...blá, blá, blá... Sei que através do esporte essa mesma população poderá, afinal, ter o tão sonhado acesso a educação de qualidade e melhor qualidade de vida. Vamos aproveitar a onda da Copa e da Olimpíada e buscar a formação de talentos esportivos, mas desde a escola da região seja o instrumento. Na escola podemos desenvolver os núcleos de iniciação esportiva. Vamos envolver os clubes, não só os grandes do Rio, eu escrevi, todos. Os clubes sociais já possuem uma estrutura razoável para tal. Então, caro leitor, não existe a necessidade de construção de possíveis “castelos esportivos”, basta utilizar os que já existem.
Como exemplo podemos tomar o Estádio Olímpico João Avelange, o Engenhão. Escolas da região do bairro do Engenho de Dentro podem, e devem, utilizar o equipamento para suas aulas de iniciação esportiva. Os jovens atletas que se destacarem podem ser aproveitados e federados pelo Botafogo. E quem sabe, em 2016 um desses jovens não estará defendendo Brasil na olimpíada?
Não aceite falsas promessas, exija que, o que já está bem ali ao lado, na escola e nos clubes, seja utilizado a seu favor, caro leitor. Olho aberto nas promessas.
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