segunda-feira, 10 de março de 2008

Tecnologia na educação assusta?

“Alguem tem alguma dúvida? Não! Quem cala consente. Vou passar para outro tópico e quem tem dúvida a hora é essa? Ninguém?” Monologo muito comum nas aulas presencias intriga professores e educadores em geral. Por que os alunos não participam? Existe algum bloqueio, timidez ou medo de errar? Pode ser a formação de base ou o ambiente familiar, questionaria o orientador educacional.

Em uma turma de 60 alunos, quando o professor pergunta, um ou dois levantam o “dedo” para responder. No ensino a distância esse aluno não tem o mesmo perfil. Com se trata de uma aula “individualizada” o aluno se sente mais a vontade para tirar suas dúvidas. Um relato de uma aluna de pós-graduação exemplifica a prática de perguntar: “ aqui (on-line) me sinto em uma igreja. Na missa não digo nada com vergonha do que vão pensar ou jugar sobre mi (sala de aula presencial), mas no confessionário posso perguntar e expor meus motivos sem ser jogada aos leões.” Claro que não podemos admitir que se trata de uma regra geral. Muitos alunos ainda se omitem, postam a atividade e aguardam. São tímidos nos fóruns, com uma participação só para constar que esteve lá.

Se compararmos com o presencial, ai sim podemos afirmar que o aluno retira grande parte dos questionamentos com quem de direito, diferente da consulta de risco ao colega nos corredores. Esse, sem dúvida, é um dos pontos positivos da modalidade EAD.

Ai fica a pergunta: a tecnologia educacional assunta mesmo?

terça-feira, 4 de março de 2008

Pedagogia evolui com gente

A educação passa por uma transição, como todo o País e as reformas são necessárias, como uma educação aberta e a distância. A outra reforma seria no objeto do ensino, o sujeito que aprende. O que ele aprende? Como ele aprende? De que forma utiliza esse aprendizado? Muitas perguntas e diferentes respostas.

Vou incluir uma terceira reforma, a humana, o grande pivô de todo esse contexto. Muito se fala em tecnologia na comunicação, no lazer, na educação.... ufa. Todos respiramos os cambios tecnológicos. No caso da educação, o vinculo EAD X TECNOLOGIA é imediato, quando perguntamos as pessoas sobre educação a distância e suas vantagens para o indivíduo que aprende, em uma sociedade que não pode parar. Se discute as mais avançadas ferramentas e não pautamos o ser que movimenta esse contexto.

Um novo estilo de pedagogia não se faz com tecnologia e sim com gente. Ai pergunto, e a velha pedagogia não serve mais? Por que rotulamos de velha? A pedagogia não envelhece, ela evolui de acordo com as necessidades sociais, mercadológicas e contexto mundial, um nova ordem quem sabe.

A pedagogia evoluirá com gente e não só com tecnologia. Nesse momento de transição entre o ensino presencial e a distância, o fator humano, aquele que programa e desenvolve as plataformas de ensino. Os conteudistas que se superam na redação de seus conteúdos, outrora escritos resumidamente no quadro negro. E os coordenadores, lideres que estão em constante mudança para melhor atender aos mantenedores, aos professores e aos alunos.

Não se cria uma nova pedagogia e joga a outra fora. Preparamos as pessoas, gente como a gente para evoluirmos em busca de uma sociedade melhor.

Pedagogia evolui com gente.

Marco Larosa

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Na contra mão dos valores sociais

Uma vez Flamengo sempre Flamengo...

Campeão da Taça Guanabara 2008


Gol de Diego Tardelli fecha o caixão alvinegro

O que está acontecendo? Os valores se invertem a cada dia e não importa a atividade profissional, social ou esportiva. Os valores que aprendi com meus pais passam pro um processo de questionamento quase que diariamente. Mesmo assim, continuo seguindo os ensinamentos que considero corretos. Quer dizer que ainda não me prostitui socialmente? Sim. Manterei esse valores mesmo que as pessoas que coabitam os espaços de trabalho e de moradia não concordem e continuarei fazendo o que minha consciência manda.

Para exemplificar, vou escrever sobre um seguimento que considero de conhecimento geral, independente de idade e formação cultural, o esporte. Utilizarei o exemplo do clássico Flamengo X Botafogo, que decidiu a Taça Guanabara, primeiro turno do campeonato Carioca. Hoje os principais programas esportivos de rádio e Tv, jornais e comentários no ambiente de trabalho não foi o mérito da conquista de um título pela Flamengo. Pasmem, o assunto foi a coletiva de imprensa realizada, ainda no maracanã, onde os jogadores e dirigentes do Botafogo choravam as mágoas pela perda de mais um campeonato. Não se discutiu as falhas do time, nem as substituições do técnico alvinegro Cuca. O tema era a arbitragem.

Continuo não entendendo como jogadores experientes, profissionais de carreira consagrada no futebol se prestarem à aquele papel ridículo de “bebes chorões e mimados” que perderam a chupeta no berço e tem preguiça de procurar, chamando a mãe para resolver seu problema. Hora leitor, hoje as pessoas não assumem suas falhas e erros, e como sempre, é mais comodo tirar a responsabilidade dos ombros e coloca-la em um outro, no caso a do arbitro da partida Marcelo Henrique. Nesse momento se valoriza a falcatrua, o roubo na partida, dizer que não foi penalti, que o juiz da partida expulsou indevidamente por ser mal intencionado, que na Federação de Futebol do Rio de Janeiro só tem flamenguista... e assim foi em transmitido ao vivo em cadeia nacional. O vestiário da vitória pouco foi explorado. Por que, bem lá não ocorreu chingamentos ao arbitro, acusações de jogo comprado ou marcação de penalti inexistente. A alegria, a festa da vitória, a volta olímpica o orgulho de ganhar um campeonato.....é os valores estão invertidos, no vestiário botafoguense e na mídia. Uma pena.

Imagine você se a torcida alvinegra cobraria do presidente do clube, do técnico, dos jogadores, do governador, do prefeito, do arcebispo e até do porteiro do prédio mais uma derrota em decisões. No jogo de ontem, não, o Botafogo jogou bem e ate melhor que o Flamengo a partir dos 16 minutos do primeiro tempo. Já no segundo tempo o “mengão” partiu com tudo e o “fogoso” que só se manteve nos contra ataques. Por isso, acredito que a torcida não teria motivo para reclamar e até aplaudiria o time mesmo com a derrota. O desequilíbrio emocional dos jogadores do Botafogo se refletiram nas cadeiras azuis e arquibancadas do Maracanã mas, não provocou nenhuma reação hostil ou violenta. Muitos torcedores permaneceram até para dar aquela moral ao time com aplausos e gritando o nome dos jogadores. Uma pena que os craques alvinegros não receberam esse carinho, e quem sabe, a coletiva no vestiário não seria mais centrada e consciente do real papel de formadores de opinião que os ídolos possuem junto aos mais jovens. Mais vale chorar e acusar o arbitro do que reconhecer os méritos do adversário. Vivemos a era da contra mão dos valores sociais.