sábado, 3 de março de 2012

EAD: esperança para os excluídos


Olá, meus amigos!
Parafraseando o slogan do Governo, as avessas, “A Educação não é para todos”! Calma, explico!
Na virada do Século 21 iniciava minha jornada pela modalidade EAD no Instituto A Vez do Mestre do Rio de Janeiro, que oferecia pós-graduação em diferentes áreas do conhecimento. Pautada em tecnologia e objetivando reduzir as distâncias que impediam o educando de descobrir o conhecimento, a instituição optou pela modalidade semi-presencial. Os alunos dos mais longínquos logradouros Tupiniquis, se matriculavam em escritórios nas capitais, recebia as apostilas, trocava informações e dúvidas por telefone ou e-mail com seus tutores, baseados na Cidade Maravilhosa, além da participação de palestras presenciais bimestrais com professores do Rio em suas cidades, ou via videoconferência. Pronto. O cenário já estava montado e os excluídos poderiam crescer profissionalmente a partir da educação continuada.
Sim, eu acreditava que seria o suficiente, mas.... Veio a primeira viajem para Belém, no Pará. Expectativa de 900 educandos matriculados, na quadra da escola que serviu de base para as palestras presenciais. Para minha surpresa pouco mais de 500 pessoas compareceram ao evento. A curiosidade de jornalista proporcionou a produção de uma enquete entre os educandos, antes da palestra, justamente sobre o tema, Os Novos Rumos da Educação Brasileira: diminuindo distâncias. Descobri que boa parte dos alunos que faltaram foram vítimas da própria distância. Muitos dos presentes navegaram de Chalana por seis horas até chegar a capital paraense. Outros tantos viriam ainda de mais longe o que inviabilizava a estada nos encontros presenciais.
Oito horas, iniciei a palestra com uma frase, ainda motivado pela ausência de tantos professores do ensino fundamental que necessitavam se qualificar para renovar as esperanças em uma educação de qualidade: Educação não é para todos. Muitos são os excluídos pelo Brasil a fora e a modalidade EAD não pode deixar de chegar até onde o povo está!!!!
Imagine mais de 500 pessoas paralisadas por segundos, refletindo a realidade dura que, a modalidade educacional oferecida ainda não atenderia os mais diferentes sonhos e expectativas. Preocupado com a reação do público, também me calei e propus um minuto de silêncio para entendermos o quanto era importante que os colegas que ali não puderam estar, ainda pelas grandes distâncias e falta de condições de locomoção digna para todos.
Bem, o restante você já pode imaginar. Foi um sucesso! Os novos rumos tinham um objetivo então, chegar onde cada brasileiro está. Docentes lutando e fazendo a diferença nas mais diferentes escolas - flutuantes, de madeira, em celeiros e abaixo de uma copa frondosa - esquecidos pelos governantes e sem condições de oferta de ensino dignas para o desenvolvimento do educando, não poderiam ser esquecidos.
De 2000 a 2012, muito se fez é verdade, mas a tecnologia foi fundamental para realmente reduzir as distâncias e qualificar os mesmos professores excluídos do processo de educação continuada que participei no início do século. A energia elétrica solar, a internet e a vontade de continuar a missão de ensinar fez a diferença e o desenvolvimento da EAD.
Educação não é para todos, mas para aqueles que quebram seus paradigmas, buscam soluções e possuem a garra que faz a diferença no processo ensino e aprendizagem.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Meios de ensino ontem e hoje


Olá, meus amigos.
Lendo atentamente os comentários dos artigos sobre os artefatos de ensino, noto como todos os meios de ensino foram eficientes, afinal alguns de nós, (rsrsrs, me incluo nessa) estamos aqui com toda a bagagem adquirida em sala de aula, nos reeducando em novas tecnologias. Passamos por toda essa evolução, seja no aprendizado ou lecionando com alguns dos artefatos.

Bem, os meios de ensino do passado são importantes até os dias de hoje, como cursos por correspondência, telecurso, rádio escola, além dos velhos companheiros de sala de aula - o quadro negro, retro-projetor, mimeógrafo, livro didático, flanelógrafo, projetor de slides, entre outros. Cito dois que aprendi sobre no passado e que depois utilizei e ainda uso como meio de ensino: Rádio e Álbum Seriado.

Ainda hoje, o rádio e a Tv são aliados na educação de adultos (EJA), que atualmente está sendo substituído pela EAD. Projetos educacionais pautados em rádios internas fazem sucesso junto ao alunos da educação infantil, onde se desenvolvem a criatividade, desinibição, diferentes inteligências, cidadania...

O rádio proporciona ampla cobertura e à flexibilidade na difusão de informações e conteúdos. A metodologia é bem simples, seja pela oralidade ou por música, educadores conseguem atingir públicos em áreas rurais distantes e sem condições de oferecer instrução básica. Assim iniciou-se a educação a distância o Brasil, se não me engano, na década de 70.

O Álbum Seriado, um interessante recurso visual formado por
páginas em sequência lógica, instrumento que estudei nos cursos de Educação.
Em palestras pelo interior do País, me deparei com ele e foi bem didático, na falta do Datashow. Inclui os tópicos em caneta Pilot e foi possível acrescentar informações produzidas pelo público.

Cursos de capacitação e treinamento ainda utilizam o Álbum Seriado como forma de ajudar na fixação dos conteúdos (comunicação não verbal) incluindo fotos, gráficos, marcas de sucesso, dinâmica de grupos e tópico em texto.

 A educação continuada é um fato e quanto mais avançarmos em tecnologias da educação, da informação, equipamentos e modalidades de ensino, que atendam as diferentes necessidades mercadológicas e sociais, estaremos de volta em busca de mais valores e conhecimento que possam ser agregados a toda uma história de vida que se constrói a cada instante.
Sucesso a todos!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Trabalhar em equipe é uma arte e continuidade

Nós brasileiros somos os "melhores dos melhores do Mundo" em soluções individualizadas. Pelo menos assim nos descrevemos e acreditamos. Veja o exemplo de um time de futebol. Na Europa os jogadores tocam a bola e pensam coletivamente para ganhar os jogos. Bem, por aqui, somos individualistas. Pegamos "la pelota" e corremos em direção ao gol, sabendo que todos serão driblados e a glória está a poucos metros, ali na grande área. Fama, holofotes, mulheres loucas por você, convites para festas e programas de televisão. Mas, quando se trata de atuar em equipe, somos verdadeiros bandos tupiniquins.

Os Europeus mostram regularidade e nós, altos e baixos. Assim é na vida, no mercado de trabalho é na escola. Aprendemos desde cedo que trabalhar em grupo não é bom, afinal, alguns querem carregar a bola até o gol também e dividir o estrelato não é bom. Nada, bom....

Gostamos de brilhar solitariamente (temos um time no Rio que é a estrela solitária e até atua como tal, parado na esquina da Rua Loucura Abreuliana com Rua do Adeus Campeonato) e por isso encontramos dificuldades de atuar como equipe. Trabalhos em grupo se tornam uma chatice e pouco produtivo. O importante é decorar o conteúdo e reproduzi-lo na prova. Pronto, nota 10! Nota 10!
O placar vocês já sabem: Conhecimento AC 0 X 5 Decoreba FC.

Nos cursos de pós-graduação que atuo encontro o mesmo problema a cada Módulo e durante o processo, com muita insistência, noto as primeiras mudanças. Alunos superaram seus próprios paradigmas e demonstraram superação, competitividade e companheirismo nos momentos de fraqueza, enfermidades e percalços da vida cotidiana. Assim se constrói uma equipe!

Se nós brasileiros não desistimos nunca, então vamos insistir e derrubar as barreiras que nos impedem de crescer e superar metas, mitos, crenças infundadas e paradigmas pessoais.

"O homem não foi criado para viver só. Só não somos nada, mas juntos nos tornamos poderosos" - MLarosa.