Recebi um e-mail de um leitor manifestando seu apreço pela permanência de Andrade no comando técnico do Flamengo. E como de hábito, o leitor disparou: - Você também deveria publicar que o Andrade deve ficar. Respondi que não concordo. O Andrade não tem o perfil para dirigir um time como o do Flamengo. Calma, leitor. Explico.
Vejamos, duas pessoas de razoavelmente competentes ficam sabendo que o cargo de supervisor está vago e vislumbram a possibilidade de ocupá-lo. O cidadão A, falante e boa pinta, possui o hábito de cumprimentar todas as pessoas na empresa, do porteiro ao presidente. Faz questão que todos saibam dos seus feitos e metas quebradas na empresa. Ele se veste muito bem, sempre com um terno impecável, diferente dos demais funcionários do setor que usam um jeans surrado e uma camisa de manga longa para fora da calça. O cidadão B é introvertido, caladão e muito na dele. Educado e boa praça, mas acredita que sua competência será reconhecida, um dia. Com o velho jeans ele não chama a atenção, sempre no seu canto e cumpridor de suas metas, ou seja, mais um no setor.
Lembram do cargo de chefia? Pois é, quem será o escolhido em um universo de 15 funcionários? Sei que você já fez sua escolha, mas acrescentamos mais algumas vaiáveis. A empresa é uma das maiores no setor de logística do País. Reconhecida no Mercosul. E agora, quem será o escolhido para a vaga de supervisor?
É, caro leitor, imagem é quase tudo. Lembro de uma frase: quem não é visto não é lembrado. É assim na empresa, é assim no futebol. O marketing esportivo envolve uma grande marca, um grande clube de numerosa torcida, um ou dois grandes craques e um técnico vencedor.
Ainda não está convencido? Joel Santana, técnico da Seleção da África do Sul, nosso cidadão B. Seu jeito de ser é motivo de chacota nos meios de comunicação, de lá e nos daqui. Não tem o perfil, então não passa segurança para os investidores, dirigentes e torcedores.
Ainda não está, bem, bem. O Santos, um time de razoável para ruim, dito como um dos prováveis rebaixados para a Série B, pela mídia paulista. Bem, contrataram Vanderlei Luxemburgo. Pronto, o Santos já é um dos times que pode disputar uma vaga para a Libertadores. Imagem de um técnico vencedor. Logo, o Andrade pode mostrar competência no Barueri, Avaí, Náutico, mas no Flamengo, não! Um time grande tem que pensar grande.
sábado, 1 de agosto de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
A LÓGICA DAS RUAS
Todos os anos ouvimos dos dirigentes esportivos que os tempos serão outros e uma “nova era” será instaurada na agremiação e o futebol será um sucesso, disputaremos todos os campeonatos e seremos campeões da Copa Libertadores, blá, blá, blá.... O tempo passa, o tempo voa... e os dirigentes continuam numa boa, ou seja, os mesmos. No futebol carioca então, nem se comenta mais sobre o fato.
Hoje, caro leitor, gostaria de mostrar a você que estou de saco cheio das “novelas” envolvendo os jogadores Carlos Alberto (Vasco) e Ibson (Fla), já que o Thiago Neves (Flu) retornou ao time de origem, e aqui vou dar voz ao torcedor que, indignado com a situação, não pode ser ouvido. Para ele os dirigentes deixam para resolver a questão em cima da hora. Os jogadores envolvidos não tem cabeça para se concentrar nas partidas e acabam crucificados por parte da torcida, devido ao baixo rendimento. Lembram do Thiago Neves no Fla-Flu? Do próprio Carlos Alberto, contra o Bragantinho? Então os dirigentes vivem um drama financeiro e não podem manter o jogador adquirindo o passe ou o descaso impera, pois sabem que terão de devolve-lo no final do empréstimo? Os dirigentes não podem recorrer a velha matemática e ao torcedor para manter o jogador?
Caro, leitor. Respondo a você que as duas alternativas acima estão corretas. A mais correta ou variável dependente seria a segunda. Os dirigentes realizam um “sacrifício financeiro” para repatriar o jogador, mas, de ante mão, já sabem a data do retorno, então não se preocupam e deixam o tempo passar.
Larosa! Os dirigentes não poderiam lançar uma campanha do “Fica Carlos Alberto” e durante o ano de empréstimo arrecadar a quantia correspondente ao passe do atleta? Caso o Vasco arrecadasse durante 365 dias e seis horas em seu carnê das “Casas Vasco” um Real por mês de cada torcedor, seriam R$ 12/ano. Multiplicando por 100 mil torcedores, seriam R$ 1.200 mil/ano. Para um milhão de abnegados, seriam R$ 12 milhões/ano, correto? O carne das “Casas Vasco”, pago em dia, poderia proporcionar a compra do Carlos Alberto. Ah, mas o jogador foi um fracasso. Então, com transparência, utiliza-se o valor arrecadado em outro craque.
Caro, torcedor. Seguindo a sua lógica matemática e ética posso afirmar que o descaso é a resposta mais correta. E vocês, dirigentes, o que acham da logia das ruas?
Hoje, caro leitor, gostaria de mostrar a você que estou de saco cheio das “novelas” envolvendo os jogadores Carlos Alberto (Vasco) e Ibson (Fla), já que o Thiago Neves (Flu) retornou ao time de origem, e aqui vou dar voz ao torcedor que, indignado com a situação, não pode ser ouvido. Para ele os dirigentes deixam para resolver a questão em cima da hora. Os jogadores envolvidos não tem cabeça para se concentrar nas partidas e acabam crucificados por parte da torcida, devido ao baixo rendimento. Lembram do Thiago Neves no Fla-Flu? Do próprio Carlos Alberto, contra o Bragantinho? Então os dirigentes vivem um drama financeiro e não podem manter o jogador adquirindo o passe ou o descaso impera, pois sabem que terão de devolve-lo no final do empréstimo? Os dirigentes não podem recorrer a velha matemática e ao torcedor para manter o jogador?
Caro, leitor. Respondo a você que as duas alternativas acima estão corretas. A mais correta ou variável dependente seria a segunda. Os dirigentes realizam um “sacrifício financeiro” para repatriar o jogador, mas, de ante mão, já sabem a data do retorno, então não se preocupam e deixam o tempo passar.
Larosa! Os dirigentes não poderiam lançar uma campanha do “Fica Carlos Alberto” e durante o ano de empréstimo arrecadar a quantia correspondente ao passe do atleta? Caso o Vasco arrecadasse durante 365 dias e seis horas em seu carnê das “Casas Vasco” um Real por mês de cada torcedor, seriam R$ 12/ano. Multiplicando por 100 mil torcedores, seriam R$ 1.200 mil/ano. Para um milhão de abnegados, seriam R$ 12 milhões/ano, correto? O carne das “Casas Vasco”, pago em dia, poderia proporcionar a compra do Carlos Alberto. Ah, mas o jogador foi um fracasso. Então, com transparência, utiliza-se o valor arrecadado em outro craque.
Caro, torcedor. Seguindo a sua lógica matemática e ética posso afirmar que o descaso é a resposta mais correta. E vocês, dirigentes, o que acham da logia das ruas?
sábado, 27 de junho de 2009
É NOSSA OBRIGAÇÃO
Bastou um resultado ruim para os “Anti-Dunga”, e incluo parte da imprensa esportiva que luta por Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo(demitido do Palmeiras), reiniciassem sua cruzada implacável contra o técnico Brasileiro. Até o jogo contra a Itália na Copa das Confederações, ouvi de alguns torcedores e colegas de profissão que o Dunga estava mostrando aos brasileiros que a Seleção poderia chegar ao Hexacampeonato Mundial. Lembro que comentei com eles que estava surpreso pela mudança de atitude e pensamento em relação ao técnico nacional. Mas também ouvi a seguinte frase: - Sim, mais se você comentar que eu disse isso, nego até debaixo d’água. Sou coerente com o meu discurso.
Agora imagine, caro leitor, se o Brasil perdesse para a seleção do Joel Santana? O Vanderlei Luxemburgo seria carregado nas costas até a sede de CBF. Mas nossos colegas não comentam que o Robinho não está jogando nada e a Seleção entra no gramado com menos um.
Calma ai, Larosa! O Robinho fez o corta-luz para o segundo gol do Luis Fabiano diante da Itália, ou não fez? Ele é um dos três jogadores indicados pela FIFA para concorrer à craque da Copa das Confederações pelo Brasil junto com Kaká.
Então, torcedor, o Robinho é mais importante que o Kaká? Está jogando mais que o Ramires? Ele se tornou uma garantia de vitória ou o Julio César seria esse jogador? Repito, Robinho está sendo escalado com o nome e mais nada. Você e a FIFA estão acompanhando outros jogos da Seleção Brasileira. Hoje não será diferente, outro sufoco diante da Seleção Norte-Americana, que vai joga fechadinha e partir nos contra-ataques. Eles já sabem que o Brasil não joga bem contra equipes que atuam retrancadas. Espero que o Dunga tenha coragem de promover as substituições de forma correta, sacando o Robinho logo no intervalo entrando com o Julio Batista ao lado do Kaká. Sem inventar o Daniel Alves na lateral-esquerda, afinal um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Trazer o tricampeonato da Copa das Confederações não é mais do que obrigação para o futebol brasileiro, infinitamente superior.
Agora imagine, caro leitor, se o Brasil perdesse para a seleção do Joel Santana? O Vanderlei Luxemburgo seria carregado nas costas até a sede de CBF. Mas nossos colegas não comentam que o Robinho não está jogando nada e a Seleção entra no gramado com menos um.
Calma ai, Larosa! O Robinho fez o corta-luz para o segundo gol do Luis Fabiano diante da Itália, ou não fez? Ele é um dos três jogadores indicados pela FIFA para concorrer à craque da Copa das Confederações pelo Brasil junto com Kaká.
Então, torcedor, o Robinho é mais importante que o Kaká? Está jogando mais que o Ramires? Ele se tornou uma garantia de vitória ou o Julio César seria esse jogador? Repito, Robinho está sendo escalado com o nome e mais nada. Você e a FIFA estão acompanhando outros jogos da Seleção Brasileira. Hoje não será diferente, outro sufoco diante da Seleção Norte-Americana, que vai joga fechadinha e partir nos contra-ataques. Eles já sabem que o Brasil não joga bem contra equipes que atuam retrancadas. Espero que o Dunga tenha coragem de promover as substituições de forma correta, sacando o Robinho logo no intervalo entrando com o Julio Batista ao lado do Kaká. Sem inventar o Daniel Alves na lateral-esquerda, afinal um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Trazer o tricampeonato da Copa das Confederações não é mais do que obrigação para o futebol brasileiro, infinitamente superior.
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